Laura M., 20 e muitos anos, São Paulo. Atualmente, uma trabalhadora deste meu
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Oaristos Errpañoles


Deste site você pode pegar o que quiser, sem modificar e sem usar para fins comerciais, dando os devidos créditos em algum local visível do seu site/trabalho/etc. Você é obrigado sim a fazer isso!

Escrevo desde maio de 2002, nem sempre neste endereço. O que significa "Oaristos" você pode ver no 1º post de todos, lá embaixo, nos arquivos. Comecei porque queria aprender html, só depois
veio o gosto pela coisa.


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Os livros certos aparecem nas horas certas (26.5.06)
E o meu é da Danusa Leão. É sério!
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These questions I'm asking, they've been haunting me... (25.5.06)
Eu prezo tanto a harmonia entre mim e as pessoas ao meu redor, e dentro de mim mesma. Estar bem com todo mundo é uma prerrogativa, blablablá, já cansei de dizer aqui que é isso que realmente importa na vida, que caixão não tem gaveta, e tal. Mas é normal que nem tudo esteja bem todo o tempo, há divergências, há discordâncias, há indisposições e todo o tipo de mal-entendidos. Eu juro que acho a coisa mais normal e aceitável do mundo.

O que eu não acho normal, e que me beira o inaceitável, é que as coisas fiquem assim sem a menor explicação. Sem a menor chance de tentar compreender, de se defender. Sabe na quinta série, quando as menininhas combinavam de te dar um gelo e você nem sabia por quê? Então, aos 24 anos eu me sinto em plena pré-adolescência. Aí você tenta ligar, escrever, encontrar suas amiguinhas, pra discutir a relação (o que às vezes é inevitável mesmo), mas elas dão um jeito de nunca te cruzar na escola. Eu me considero uma pessoa muito compreensiva com as causas dos amigos, amores, família e pessoas queridas em geral. Por isso eu não entendo como podem não vir falar comigo, eu, que sempre estou disposta a uma conversinha amiga - e preciso dela. Pra mim dói demais ver que essas minhas tentativas de deixar tudo bem não partem da outra parte envolvida. É descaso? É saco cheio? É medo? É raiva? Ah não, raiva não é pra qualquer um... é o quê então, ô porra?

Tem alguém que some, indisposto comigo, e eu nem sei o porquê! Não é loucura demais? Isso tá me acabando, me consumindo, destruindo um tiquinho aqui dentro de cada vez. Não sei se fiz alguma cagada, não sei se estou sendo alvo de uma injustiça, não sei se é um momento de reflexão... e é esse não saber que me mata. Pensando bem, mais deprê ainda é ter que escrever isso no blog pra ver se rola pelo menos um pouco de compaixão com a gastura alheia e resolvem dar as caras. Porque no fim das contas é garantido ter notícias minhas por meio desta merda aqui, que não exige nenhum contato mais estreito, né?

"Se você me deixar ir, se realmente quer que eu vá, então não me importam seus motivos, eu nem vou perguntar. (...)
Mas você quer mesmo que eu vá?
Se for não, não vou caber em mim. Se for sim, morrerei, ao menos por uns tempos. Mas se for talvez será o pior dos tormentos. Viver no limbo, como morta-viva. Respiração suspensa, funestos pensamentos. Mera alma penada, fadada a vagar entre dois mundos, à espera, só por esperança, por crença. Na fé mas sem firmeza, descrente, beirando a heresia de um dia dar um passo adiante, ainda que haja perspectiva de um dia poder haver mudança..."
(peguei daqui )
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A ciência do silêncio (16.5.06)
Foi de repente que eu descobri que a minha carta foi lida. No começo não entendi direito, mas depois achei até sensato... era aquela carta em que eu dizia que não conseguia pensar em outra coisa. Meus pensamentos foram arrebatados de tal maneira que não conseguia mais direcioná-los, eles ganharam vida, forma e resolveram ir para onde quisessem com as próprias pernas. Era você em todos os momentos, a toda hora, a partir de qualquer coisa. Quando eu olhava para o arco-íris que às vezes se forma ao redor da lua, era em você que eu pensava. Naquele dia, eu encontrei um ramalhete enorme de margaridas no lixo. Arranquei algumas para mim e logo comecei a brincar de bem-me-quer, uma guardei para colocar no seu cabelo. A abelha que ficou voando contra o vidro da janela a tarde inteira me lembrou aquela música que cantamos juntos, que às vezes você cantava pra mim... mas como pode? Eu não cheguei a enviar a carta, meu deus. Eu me esqueci: você sabe, sempre sabe, e essa coisa de achar "tudo tão deja vu mesmo antes de ver" ainda vai te levar pro buraco.
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Enquanto isso, a poucos quarteirões de casa... (15.5.06)



Não passou um único ônibus, o dia inteiro, no "meu" ponto!!
Hoje eu consegui ir. E amanhã?
Hoje, aliás, eu sobrevivi. E amanhã?
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Ctrl+Z (14.5.06)
Várias vezes por dia eu faço alguma coisa errada e penso em dar um ctrl+z logo após. Tipo, estiquei o lençol da cama errado, antes dessa esticada tava melhor: quero dar ctrl+z! Sem zoar! Será que tô ficando louca?
Eu queria ter dado um ctrl+z na noite de ontem, ou um fast foward até tudo que precisa ser resolvido se resolver. Dar um "pesquisar" nas pessoas do mundo com o critério de achar as escrotas, e deletá-las todas. Clicar com o botão direito em cima de alguma coisa e poder enxergar suas propriedades, a data de criação, a data de modificação. Poderíamos dividir nossos cerebros em pastas e deixar a visualização em miniaturas, pra facilitar.
Será que ia dar certo se a vida fosse assim?

um ps sobre a polêmica de my humps: nunca vi o clip, talvez seja por isso que não entendi a brincadeira. bom, realmente, aquela música só poderia ser brincadeira mesmo...
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Mais um pouco sobre música (10.5.06)
# Não é possível que as músicas "Where is the love" e "My hump" tenham saído da mesma banda. Como é que alguém se pergunta o que está errado com o mundo, onde está o amor entre as pessoas e, num segundo momento, fala que oferece seu amor ao cara que lhe compra Dolce e Gabanna e uns diamantes? É porque as duas correntes de pensamento estão na moda? Tipo: as pessoas que mandam aqueles powerpoints com mensagens bonitinhas de paz e esperança versus as pessoas interesseiras que só se importam com dinheiro e status. Assuntos da moda com um fundo black: seria essa a receita de sucesso? Como dizia o finado professor Avighi, "isso daria um bom TCC", hahahah!

# Não é possível que, em meio a essa modinha toda de rock alternativo, música revoltz, meio gotiquinha, o HIM ainda não esteja fazendo um mega sucesso no Brasil. Tipo tocar nas rádios, estar no top 20 da mtv, ser bastante comentado. Será que é porque eles falam de que ele pode sentir o gosto da morte nos lábios gelados dela, que ela tem o 666 no coração, que ele vai ser feliz depois que morrer e coisa e tal? Não é tão politicamente correto como falar "papai, desculpe, não posso ser perfeito" ou "ela tinha um namorado que parecia uma namorada". Sim, falar de casos homossexuais é mais do que politicamente correto hoje em dia. É uma necessidade. É outra modinha, até!

# Antes que alguém diga que eu só meto o pau (huhauha, por que será?), olha um pedaço de uma música do Marcelo D2 que ouvi hoje pela primeira vez e adorei. Acho que ele tem mandado muito bem nas misturas dele de rap com samba e uns blacks velhões:
E não preciso abaixar minha cabeça
E nem preciso falar mal de ninguém
O que eu preciso é me focar no meu trabalho
Me focar na minha família
Que aí o meu sucesso vem
Rema rema
E não sabe o que quer
Pra quem não sabe que caminho vai pegar
Pra quem tá sentado no gueto
Vamos sentar com o diabo e escrever o enredo!
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