![]() Laura M., 20 e muitos anos, São Paulo. Atualmente, uma trabalhadora deste meu Brasil. (Fotolog) (Orkut) (Flickr) (Twitter) (YouToba) Oaristos Errpañoles Deste site você pode pegar o que quiser, sem modificar e sem usar para fins comerciais, dando os devidos créditos em algum local visível do seu site/trabalho/etc. Você é obrigado sim a fazer isso! Escrevo desde maio de 2002, nem sempre neste endereço. O que significa "Oaristos" você pode ver no 1º post de todos, lá embaixo, nos arquivos. Comecei porque queria aprender html, só depois veio o gosto pela coisa. André Quel Post Secret Larita Saulo Flocgel Amora Bibi Ingrid Xuxa Bell Natalia Tiagão+Ian XL Boquinha de Hoje Garotas Estupidas Rizito 02 neurônio Ruby Xico Sá Cersibon Soninha Van e Mu Carolis María Amelia Para Francisco O Guia Verde Brasil com Z Lolla Moon ![]() Novembro 2004 Dezembro 2004 Janeiro 2005 Fevereiro 2005 Março 2005 Abril 2005 Maio 2005 Junho 2005 Julho 2005 Agosto 2005 Setembro 2005 Outubro 2005 Novembro 2005 Dezembro 2005 Janeiro 2006 Fevereiro 2006 Março 2006 Abril 2006 Maio 2006 Junho 2006 Julho 2006 Agosto 2006 Setembro 2006 Abril 2007 Maio 2007 Junho 2007 Julho 2007 Agosto 2007 Setembro 2007 Outubro 2007 Novembro 2007 Dezembro 2007 Janeiro 2008 Fevereiro 2008 Março 2008 Abril 2008 Maio 2008 Junho 2008 Julho 2008 Agosto 2008 Setembro 2008 Outubro 2008 Novembro 2008
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Eu amo meu trabalho (28.9.07)
Eu trabalho no quinto andar, do lado da janela. Agora mesmo tem um carinha limpando os vidros, do lado de fora, naquela espécie de rapel. Tô completamente transtornada, não consigo trabalhar. No boné tava escrito algo como "amo meu trabalho", e tinha um chapéu por cima, desses de usar em fábrica (I wonder why). Ele trabalha sentado num balancinho, que consiste numa tábua provavelmente de madeira, e usa uma ventosa gigante pra conseguir se fixar no vidro e não ficar balançando de um lado pro outro. Tem todo um arsenal para guardar o pano, o produto de limpeza, o rodinho e tal.
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E o cara não é jovenzinho, já é bem enrugado até. Eu fiquei olhando pra ele discretamente, meio de rabo de olho, pro cara não ficar constrangido, tentando imaginar o que ele tava pensando de mim aqui, sentada, digitando, enterrada na cadeira, me balançando de leve no ritmo da música que saía do fone de ouvido. Será que eu ia morrer de fome se tivesse que trabalhar com isso? Será que a gente consegue se adaptar a qualquer coisa nesta vida? Oh meu deus eu me pergunto! Atualizando com um post diarinho style (26.9.07)Minha mãe foi embora pra juntar os trapinhos, e agora somos só eu e a vovó em casa. Foi legal ir jantar "na casa da minha mãe", sendo que eu continuo morando no mesmo lugar. Pra mim, já é clássica essa visão de que a distância melhora muito os relacionamentos. Fui lá e contei coisas pra ela que eu nem contaria normalmente! Os trampos cornos e intermináveis que tenho feito no banco, as mudanças radicais de planos para os próximos meses, essas coisas da vida que se diluem na convivência diária.
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Começar a fazer terapia é incrível. Já na primeira sessão, a mulher de cabelos grisalhos e batom pink conseguiu chegar no epicentro do furacão. Em menos de meia hora de conversa, concluiu umas coisas que eu levei aproximadamente 26 anos pra entender, e outras que me são meio xis até hoje. Alguém assim merece um crédito, ou não? Fiquei meio zonza o resto do dia, mas é bom encarar de frente as fraquezas. Tô mais do que nunca numa vibe de ficar em paz, e cortar de vez comportamentos (e pessoas, e situações) que me fazem mal. Por exemplo: quando o nosso forte lado racional falha e simplesmente não funciona mais, é hora de parar pra prestar atenção nos sentimentos, certo? É bom, assim como também é bom ouvir conselhos de gente experimentada, tipo Stevie Wonder... I'm not accostumed to wearing my feelings In a place that's so obvious to see But if eyes don't lie There's a chance that you Are not fooling yourself and me Stevie querido, será que é simples assim? Será que esse lance dos olhos é tão óbvio que até um cego enxergaria? Vou tentar trabalhar nisso... "Diz a sabedoria indígena que... (13.9.07)...quando não cumprimos o que prometemos, o fio de nossa ação que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar fica solto ao nosso lado.
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Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente... ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso os nativos tem o costume de "por-as-palavras-a-andar", que significa agir de acordo com o que se fala; isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza, onde há harmonia e prosperidade naturais." Dito e feito (10.9.07)"... o lugar só tem 2 quartos, com 80 lugares cada. Praticamente um alojamento do Juca. Gente dando escapadinha pra trepar, um fulano roncando pra caralho no quarto e um bando sem conseguir dormir (eu incluída). Bêbados fazendo algazarra e vomitando geral, já imagino a cena toda. Mas mal posso esperar, porque vai a turma toda, porque é tudo free all the time, comida e bebidinhas, porque vai ter piscina, quadra e discoteca todas as noites..."
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Eu profetizei! Casais passando horas no banheiro "tomando banho" (e a fila crescendo), uma serra elétrica dormindo bem na cama acima de mim (pra não falar dos filhos da puta gritando e tocando pandeiro no quarto), um fulano que gorfa do alto da sua beliche e suja as malas, toalhas penduradas e lençóis da pobre que dormia embaixo, festa "putas e cafetões" com os machos de vestido de paetê e batom vermelho, aquela coisa toda. Mas foi TÃO gostoso. Acordar na hora que o corpo quer, tomar café, ficar na piscina o dia inteiro, cochilar sob o sol do Saara que fez, almoçar, bater uma bolinha (uns 10 minutos no máximo, pra não cansar muito), dormir mais um pouco, ir pra festinha, se aproveitando da chopeira disponível 24h por dia, descer até o chão, voltar pra "casa" com o sol raiando... e o ciclo recomeçava. O fim de semana TINHA que ter três dias, pelo menos uma vez por mês. 2007, o ano das mudanças - e olha que já tá acabando (6.9.07)Acho que a minha sensação mais forte, desde algumas semanas atrás, é que não estou dando conta da minha vida. Tem muitas, mas muitas acontecendo ao mesmo tempo, e parece que o cérebro não processa tudo! Fui pra Europa, voltei da Europa, fiz um tcc, me formei, arrumei um trabalho doido e super difícil, arrumei um carro, tô arrumando uma casa, minha mãe casou de novo, machuquei feio o pé, perdi o celular, ganhei outro celular, bateram na bunda do carro da minha mãe bem no único dia que eu peguei pra usar... sem falar do sentimental, que eu prefiro nem detalhar - mesmo porque ninguém ia acreditar.
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Tenho umas palpitações de noite, na cama, de tanta ansiedade. Comprei um caderninho pra anotar tudo que eu preciso fazer, as opções que tenho e as ações que vou tomar pra resolver tudo. Pode isso? Ai gente, este blog é muito umbiguista. Desculpem aí! Stones taught me to fly Love taught me to cry So come on courage! Teach me to be shy 'Cause it's not hard to fall And i don't want to scare him It's not hard to fall And i don't wanna lose It's not hard to grow When you know that you just don't know Cumpleaños feliz! (4.9.07)Hoje, com essa história de aniversário (e de ficar mais perto dos 30 que dos 20), pensei sobre envelhecer, virar adulto, amadurecimento etc. Cheguei a uma das minhas brilhantes conclusões: crescer não é nada mais do que saber cada vez mais sobre coisas imbecis. Os que querem dar uma de adultinhos são os que se gabam por saber tudo sobre compra/aluguel/financiamento de apartamentos, truques super ixpérrrtos na cozinha, burocracias de documentos bizarros que você nunca ouviu falar, como declarar o imposto de renda da maneira mais inteligente, a marca do óleo de carro mais eficiente... and so on.
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Meus amigos mesmo. Às vezes eles me irritam um pouco quando começam com essas coisas e terminamos passando a noite inteira falando de coisas imbecis, de esquemas pra resolver isso e aquilo - o que não teria tanto problema se não viesse num tom de glória por saber tantas coisas de gente grande e burocrática. Sinais de que a gente tá véio mesmo: temos várias opções de casa pra fazer festinha, cada vez mais, porque o povo tá indo morar sozinho por conta própria (não estou considerando aqui aqueles de outras cidades, que o pai sustenta em São Paulo). Nessas mesmas festas, a vodka é no mínimo Smirnoff (não vejo uma Natasha há anos!), e o vinho é no mínimo um chileno meia-boca (não vejo Chapinha há anos!). A gente vai no japa quase toda semana - o que significa que estamos ganhando melhor, já que esse programa demanda algum dinheiro extra, claro. Sem falar no paladar já adaptado pra comida japonesa, que geralmente criança não tem. Cada vez menos fazemos baladona de dia de semana. Sexta-feira é um dia ótimo pra dormir, e sábado você vai resolver várias pendências impossíveis de resolver de dia útil - é uma sensação ótima a de acordar relativamente cedo no sábado, você tem o dia todo pela frente pra fazer suas coisas. Sinais de que a gente continua com um certo espírito aborrescente: vamos para um mega sítio em Ibiúna no feriado. O lugar só tem 2 quartos, com 80 camas cada. Praticamente um alojamento do Juca. Gente dando escapadinha pra trepar, um fulano roncando pra caralho no quarto e um bando sem conseguir dormir (eu incluída). Bêbados fazendo algazarra e vomitando geral, já imagino a cena toda. Mas mal posso esperar, porque vai a turma toda, porque é tudo free all the time, comida e bebidinhas, porque vai ter piscina, quadra e discoteca todas as noites, porque vou dormir abraçadinho, porque vai dar pra ver as estrelas... sexta-feira, CHEGA LOGO, fafavô! E parabéns pra mim, porra! |