Laura M., 20 e muitos anos, São Paulo. Atualmente, uma trabalhadora deste meu
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Oaristos Errpañoles


Deste site você pode pegar o que quiser, sem modificar e sem usar para fins comerciais, dando os devidos créditos em algum local visível do seu site/trabalho/etc. Você é obrigado sim a fazer isso!

Escrevo desde maio de 2002, nem sempre neste endereço. O que significa "Oaristos" você pode ver no 1º post de todos, lá embaixo, nos arquivos. Comecei porque queria aprender html, só depois
veio o gosto pela coisa.


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Bovespa cai mais de 10%, aciona circuit breaker e pára negócios (29.9.08)
Bolsa de NY fechou, Bovespa fechou e o caos reina...
This is the dawning of the age of aquarius!

From: Laura Moreira
Sent: segunda-feira, 29 de setembro de 2008 15:27
To: Fulana de Tal
Subject:

numa situação hipotética, se os EUA quebrarem, o resto do mundo quebra de fato?

From: Fulana de Tal
Sent: segunda-feira, 29 de setembro de 2008 15:36
To: Laura Moreira
Subject: RE:

Sim?
Pq o mundo inteiro tem muito dólar
E se os eua quebrar, vão pegar os dólares de volta e o sistema entra em crise total!

From: Laura Moreira
Sent: segunda-feira, 29 de setembro de 2008 15:38
To: Fulana de Tal
Subject: RE:

uhhhhhhhhhh
qual a chance disso acontecer, de 0 a 100?

From: Fulana de Tal
Sent: segunda-feira, 29 de setembro de 2008 15:41
To: Laura Moreira
Subject: RE:

25%
Que é alta pra uma situação dessas
Mas acho que não acontece de uma forma tão aguda não...
Pq no fim das contas os bcos de investimento americano estão quebrando (o que é grande coisa) mas a economia real ainda funciona ? fábricas, tecnologia, indústria da guerra, etc...
Que loucura né!?

From: Laura Moreira
Sent: segunda-feira, 29 de setembro de 2008 15:44
To: Fulana de Tal
Subject: RE:

"economia real"
vivendo e aprendendo!
eu já decidi, no caso de fud&r tudo, vou pra belém plantar cupuaçu!
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Lost in Translation (26.9.08)
Me sinto meio Bill Murray, que é meio sem perspectiva, não se dedica à sua verdadeira vocação por uma série de motivos, vive de bicos que o envergonham um pouco - com a exceção de que não estou em declínio, porque nunca experimentei o apogeu.
Às vezes também me sinto um pouco Charlotte, uma bonequinha, meio quieta e pensativa, meio coadjuvante da vida de outros personagens do filme - mas ela é protagonista do filme em si.
Os dois estão num país que não entendem, as relações, a língua, os costumes. Se sentem deslocados nesse lugar tão estranho, uma metáfora brilhante para o sentir-se deslocado na própria vida.
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I'm so sorry (23.9.08)
Como se redimir de um vacilo seu com alguém querido?
Seria melhor tentar explicar seus motivos, sua linha de raciocínio, dizer que não foi por mal (porque, claro, não se fazem coisas "por mal" contra alguém que você gosta), que foi uma infelicidade, um caso isolado, que você tá morrendo de vergonha e que isso não se repetiu e nem se repetirá jamais?
Ou seria mais sensato isentar-se de todo o glaglaglá e simplesmente pedir desculpas, do mais fundo possível do seu coração?
Ah, a arte de lidar com pessoas... essa arte enérgica e delicada, que muitos buscam e poucos dominam.
Que eu acho que nunca vou aprender.
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(22.9.08)
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It's just emotion taking me over (19.9.08)
Anteontem um estranho me abordou e, depois de algum tempo de conversa, disse que foi amor à primeira vista. É a segunda vez que isso me acontece na vida.

Ontem, uma pessoa linda disse que me ama, e eu fiquei feliz porque amo tanto ela também! É um sopro morninho no coração.

Hoje, uma amiga me contou que teve princípio de infarto na segunda-feira. Eu é que quase tive um quando li isso. O peito dela ainda lateja, mas ela está trabalhando porque não pode perder o emprego.

Amanhã quero esquecer que as mazelas existem por alguns instantes e imaginar que um mundo mais doce é possível, entre braços, cabelos, mãos e pés amigos.

E só no domingo chorarei!
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Minhas férias (17.9.08)
Se eu quiser fazer um relato cartesiano, posso dizer que fiquei 17 dias entre Floresta Amazônica, Manaus, Santarém, Fordlândia, Alter do Chão, Belém e Soure (na Ilha do Marajó). Mas serei mais fiel às minhas experiências se eu dizer que são episódios únicos, felizes, tristes, risadas e brigas, cheiros e gostos novos, relatos fantásticos, personagens da imaginação virando realidade, um brasil de ponta-cabeça, integração total a outro way of life e um milhão de fotos compondo mais uma viagem inesquecível.
Depois que voltei do intercâmbio, sempre quis fazer uma viagem bem Brasil. Lá na Europa, aprendi que o café da manhã pode ser bem estranho, que o aeroporto de Frankfurt é um dos maiores do mundo e é fácil perder o vôo, que o passe de tram na Holanda é engraçado. Mas agora eu aprendi que as pessoas do Norte costumam dormir na rede, comer tudo com tucupi, pegar barco pra todos os lugares, conviver com os bichos e causos da floresta, tomar banho frio (nem existe chuveiro elétrico), dormir e acordar mais cedo, jogar bituca de cigarro no rio Amazonas... fora o que não é costume, e sim uma particularidade de cada lugarzinho, como os búfalos na Ilha do Marajó ou o ritmo gostoso do carimbó - que só é dançado no Pará.
E há também o nível micro no meio disso tudo, que é conviver, se divertir, aprender a ter paciência, saber quando é hora de ceder e de se impôr (o que nem sempre acertamos), aguentar o mau-humor alheio, dividir o PF, brigar, rir até doer a barriga... isso pode ser tão bom ou ruim quanto o nível macro.
Pra finalizar, fiquem uma música bem peculiar, que tocava bastante por lá!

Cia do Calipso - Não sabe
Porque você não veste sua roupa e sai?
Esquece de uma vez que a gente fez amor
Quando penso que está apaixonado
Você sempre vira pro outro lado
E eu?

Enquanto você dorme penso em nóis dois
Preciso conversar e você diz: depois!
Você acha que deu um show na cama
Só porque me deu prazer, mas esqueceu
O principal

Você foi me perdendo entre os medos
E transformou meu sonho em pesadelo
Você foi insensível no amor
A minha paciência esgotou
Você não percebeu, mas já faz tempo que acabou

Veste sua roupa e vai embora de vez
Você não sabe, não sabe, não sabe amar uma mulher

E ainda quer que eu te ame
E ainda quer que eu te ame
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