Tentando melhorar sempre, por mim mesma, pelas pessoas que eu amo e pelo planeta...
... mas quem disse que seria fácil tarefa?!
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Oaristos Errpañoles


Deste site você pode pegar o que quiser, sem modificar e sem usar para fins comerciais, dando os devidos créditos em algum local visível do seu site/trabalho/etc. Você é obrigado sim a fazer isso!

Escrevo desde maio de 2002, nem sempre neste endereço. O que significa "Oaristos" você pode ver no 1º post de todos, lá embaixo, nos arquivos. Comecei porque queria aprender html, só depois
veio o gosto pela coisa.


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Obrigada pela trufa (26.12.08)
Você caminha até a minha mesa, e eu, basicamente navegando sem rumo na internet, fecho todas as janelas preocupada. Mas você é um cara gente fina e me deu uma trufa linda e enorme, aquela droga vespertina cuja ausência berra e que faltava pra aplacar a dor.
O Natal não é tão fácil assim pra mim, nuca foi, e este ano a lucidez chegou tão escancarada que trouxe com ela um bode que fica andando atrás de mim, preso por uma corrente. No fim do dia, recebi um DDI bêbado. Ele já não está mais sozinho, mas eu ainda continuo sendo the cutest. Não, nem me arrependo de nada. Mas é inevitável pensar se ainda fosse eu no lugar dela, ou como seria se houvesse alguém como ele aqui comigo. Me pergunto se me sentiria mais ou menos sozinha, ou se daria igual. Se bem que, pára pra pensar, isso é meio obvio. Como tudo sempre, a sensação de estar sozinha no meio da multidão deve ser resolvida sozinha, sem ajuda de ninguém. Como minha mudança de casa, minha ansiedade, meu choro engolido de dia e vomitado de madrugada, meu carro que quebra à noite na chuva, minha gripe que me faz andar até a farmácia quando a vontade é de morrer enterrada no edredom da cama.
Caro, essa trufa que adoça as idéias e preenche o semi-vazio do estômago é bem-vinda. Comi de muitíssimo bom grado. Mas ela dá sede, e quinze minutos depois a barriga já ronca de novo. Talvez indicando que seja hora de seguir só com a serotonina que sou capaz de fabricar sozinha, sem forcinhas externas. É isso, só quero o que for verdadeiro, o que existe naturalmente, sem aditivos. Ainda que o que sobre seja o nada.
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Um ano depois... (23.12.08)
Estou aqui no trabalho, sentada, olhando pra janelinha em branco do Blogger. A véspera de natal já é amanhã e eu ainda tento usar a senha de outubro pra logar no meu computador! Que horas o tempo passou que eu não vi?
Não gosto de fazer balanço de fim de ano, por pura birrinha da obrigação. Esperar dezembro pra pensar mais a fundo nos acertos e cagadas? Mas eu faço mesmo assim, kkk. Ano passado, por exemplo, escrevi um post chamado O Temido Balanço - óbvio que era temido, eu nunca conseguia realizar nada do que eu me propunha...
Putamerda, como eu fico feliz de dizer que este ano foi diferente! Fui morar sozinha, emagreci, parei de ter aquelas taquicardias loucas, viajei. Arrumei novos amigos de infância, e fiquei mais amiguinha de mim. Também me aprofundei na tristeza, que é pra resolver de vez e cair mais nos braços da alegria. O processo é lento e eu nem penso em botar o deadline pra 2009 (talvez nem pra esta vida), mas é assim mesmo, que nem a felicidade em si: não dá pra viver achando que esse é o nosso destino final, né mesmo?
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A Brincadeira (17.12.08)
Uma coisa que sempre penso: queria saber quem inventou que "toda brincadeira tem um fundo de verdade". Gente, como assim? Tem nada! Gostaria de deixar registrado para a posteridade que eu costumo fazer brincadeiras sem fundo de verdade algum, totalmente nonsense e desprovidas de qualquer link com a realidade.
Será que foi culpa do Chaplin? Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando. Falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria. Não nego que isso acontece... mas quero defender aqui a brincadeira que é 100% brincadeira em sua essência. Ela pode e deve existir!
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É nóis (15.12.08)
Na livraria Cultura!
Ainda me orgulho tanto dele!
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no Twitter (13.12.08)
Com certeza o que vale mais a pena é o Vitor Fasano.
Adoro.
Abs,
LM
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Diarinho style update (12.12.08)
Ando muito cansada, trabalhando que nem uma camela, com o sono acumulado, precisando organizar minhas coisas, pesquisar sobre a viagem do ano que vem, parafusar a porta do armário da Marabrás que caiu... achei que melhoraria com o tempo, já que dezembro costuma dar aquela afrouxada no caráter e todo mundo já fica no clima de "não vou trabalhar mais nem fudendo", mas como sempre eu me surpreendo, né!

Queria fazer meus próprios presentes, não queria sair pra compração louca de presentes de Natal. Livrinhos, talvez, com coletâneas de textos e imagens que sejam do interesse do presenteado. Quadrinhos com fofurices coladas e pintadas. Mas é tanta gente e tão pouco tempo que acho que vou acabar sucumbindo ao quiosque do Havana, exatamente no meio do caminho entre a minha casa e o trabalho. Que chatice ter criatividade e não ter disposição pra realizá-la. Porque no meu tempo livre (?) eu tenho optado por atividades acéfalas porém biologicamente necessárias, tipo dormir (80% das vezes) e sentar no boteco (20%).

Isso porque eu não tenho marido e filhos! Imagina o quão caótico seria. Quer dizer, acho que não dá nem pra imaginar...

Bottom line, nesses 27 anos eu ainda não aprendi a organizar minha própria vida... (mas mãe, eu juro que tô tentando!)
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Grafite, pichação, Bienal e o cidadão de bem (8.12.08)
Não fui nessa Bienal baphônica. Não tive tempo, também não me esforcei muito. Mas li um monte de notícias sobre as pichações e a menina presa. Ai meu deus, pichação é arte? A menina devia estar presa ou prestar serviços à comunidade pra paga pelo seu erro?

1) Vale tentar definir se pichação é arte ou vandalismo? Nesta discussão, isso não importa muito, pra falar a verdade. Definamos pichação como uma manifestação, uma expressão, geralmente uma demonstração de inconformismo.

2) A Bienal é organizada por pessoas que deveriam ter uma visão ampla e não retrógrada sobre a arte? Sim. Isso acontece na prática? Não. Os curadores claramente pertencem à elite cultural, mas que de vanguarda não têm nada, eles são é bem conservadores até. O papinho da arte contemporânea e da inovação se perde quando deixam acontecer e nem ao menos se pronunciam sobre o caso da menina presa. Montam um ambiente totalmente vazio, mas que só se presta à imaginação das pessoas, que de concreto não podem fazer nada. Não é permitido, seguranças engravatados ficam lá pra zelar pela ordem.

4) É realmente complicado que alguém piche "Fulano da ZL" no muro de uma casa qualquer. Esse tipo de picho não traz nada de relevante, é totalmente vazio de significado, não justifica o desrespeito dos limites do público/privado e, por isso, torna-se uma manifestação pessoal mesquinha. Será que isso é 1% comparável ao que aconteceu na Bienal? As pessoas em geral (não sei se cabe aqui "classe média") são tão conformistas e engolidas pelo sistema que não conseguem nem perceber o enorme abismo entre as duas situações. O que a menina fez foi um questionamento totalmente pertinente, eles levantaram uma discussão ncessária, num espaço público de reflexão - em paredes vazias provocativas.

5) O cidadão de bem, esse engolido aí de cima, adora meter o pau que a menina pichou "negrigência", enche a boca pra dizer que pichação é vandalismo e que todo vândalo tem que ir pra cadeia. Isso é o que dá mais medo: um ato contra o establishment é tão mal visto, tão duramente criticado. Provavlmente são essas mesmas pessoas que sentem saudade da época da ditadura também.

6) Tocando levemente na questão de se é arte ou não... é meio chover no molhado comentar o quanto tantos artistas/movimentos brilhantes só foram reconhecidos tempos depois, veja a Semana de 22, veja o Dadaísmo e mil exemplos afins. O caráter artístico de uma obra muitas vezes não é desvendado na época em que ela é feita - o lance se torna palatável pro grande público, pro cidadão de bem, quando muita gente passa a fazer parecido e ele se acostuma ao novo (aí deixa de ser novo e se institucionaliza). Quem sabe não vão postular daqui a umas poucas décadas que a pichação é arte. Grafite já tá virando, indo pros museus e tal. E cadê a linha que separa grafite de picho? Vide abaixo:

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Tomara que passe logo (3.12.08)
Hoje é um daqueles dias de se trancar no banheiro e chorar escondido, de querer desaparecer, de precisar de alguém pra ficar abraçado em silêncio e de achar que não existe ninguém na nossa vida pra quem a gente possa ligar, pedir pra ir em casa e ficar abraçado em silêncio...
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Nota para mim mesma (1.12.08)
Favor não deixar roupas e sapatos chegarem ao limite do usável, pra não ter que sair desabaladamente pra comprar tudo de novo e gastar uma fortuna de uma vez só.
Por que eu sempre faço isso? Uso tudo até a última ponta, até não ter mais condição, e aí tenho que substituir as peças rotas de uma vez. Preciso me disciplinar pra ir trocando as coisas aos poucos, pra não pesar tanto no bolso e no saco de comprar roupa. Eu preciso de saco pra comprar roupa, não é assim tão fácil.
Primeiro que eu fico culpada de comprar roupa desnecessariamente (aê hipócrita, vai virar freegan então de uma vez, kkk!), e depois que tem a via crucis de entrar na loja, interagir com o vendedor (que muitas vezes é uma anta), escolher entre 4.683 opções levando em conta o que se adequa ao seu budget (o que faz as 4.683 opções virarem 3, no máximo), experimentar todas as peças, ser atingida por crianças brincando de esconde-esconde nas araras (no caso de lojas de departamento, que eu gosto pelo simples fato de não ter vendedor te pentelhando), aí nunca tem a cor que você quer...
Ontem fui ao shopping procurar camisas baratinhas, no máximo R$ 39,90, e de tecidos que não amassassem muito - eu não passo roupa, aboli esse hábito nocivo da minha vida. Fiquei horas por lá e não consegui nada que me agradasse muito, mas voltei pra casa com um biquíni preto. Tão básico! Dado que os últimos biquínis que comprei são de 2004, achei que tudo bem. :)

Falando em biquíni, hoje é o primeiro dia de dezembro. Cadê as férias escolares, quando a gente ficava dois meses bundando em casa? Hoje em dia, não dá nem pra saber se vai rolar de emendar o dia 2 de janeiro... é duro ser adultinho!
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