Tentando melhorar sempre, por mim mesma, pelas pessoas que eu amo e pelo planeta...
... mas quem disse que seria fácil tarefa?!
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Oaristos Errpañoles


Deste site você pode pegar o que quiser, sem modificar e sem usar para fins comerciais, dando os devidos créditos em algum local visível do seu site/trabalho/etc. Você é obrigado sim a fazer isso!

Escrevo desde maio de 2002, nem sempre neste endereço. O que significa "Oaristos" você pode ver no 1º post de todos, lá embaixo, nos arquivos. Comecei porque queria aprender html, só depois
veio o gosto pela coisa.


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Viagens da minha vida (30.3.09)
A Lela me incumbiu de escrever sobre esse tema controverso e fiquei instantaneamente tensa, com sintomas de sudorese, taquicardia e calafrios, kkk. As últimas sempre tendem a ser as melhores, porque você ainda tá digerindo, né? E as que você faz(ia) pra zoar de galera são diferentes das que você faz pra conhecer lugares mesmo... pô Lela, cê me fudeu nessa vou tentar, hein!

As duas grandes últimas
Me dei a licença poética de juntar a viagem de setembro passado com a de fevereiro agora, já que o trajeto é contínuo: Manaus, Santarém, Belém, São Luís, Lençóis Maranhenses, Piauí, Serra Talhada, Caruaru e Recife/Olinda. Ainda não acredito que estive em todos esses lugares mesmo, que vi toooda a transição da amazônia à zona da mata, passando pelo sertão, e que depois de tudo isso ainda consigo ficar sentada aqui nesta mesma cadeirinha do banco, kkk.
Uma história boa: Boa agora, porque na hora foi dramático, né? Na rodoviária de Parnaíba, pegamos um mototáxi até o rio. As meninas foram em uma só moto, na frente, e eu na de trás. FYI, é meio perigoso pegar táxis desconhecidos lá nos confins, por isso mesmo pegamos esses na rodoviária. Tudo corre bem, até que de repente o meu motorista vira à esquerda bruscamente, visivelmente pra dentro de umas bocadas mal e porcamente asfaltadas, se separando da outra moto. Eu perguntava pra onde o cara tava indo, ele não queria responder, eu insistindo, ele monossilábico. "Pronto", pensei, "é agora que vou ser assaltada, estuprada e morta aqui nos confins do Piauí, meu corpo vai ser jogado no rio e se perder no mar, nunca mais vou ser achada e minha mãe vai morrer de desgosto, sentada nas escadas da igreja da Candelária, procurando a filha desaparecida e...". Enfim, o cara tinha se confundido, achou que tava dirigindo na frente e que as meninas nos seguiam, e só queria cortar caminho. Mas até eu entender e acreditar nisso, dei um pequeno escândalo, fiz ele parar imediatamente pra eu descer da moto etc. Haha!

Zoropa
Fora Espanha, que foi meu lar durante um semestre, rolaram uns daqueles mochilões default. Os meus foram em Portugal (Porto e Braga), Inglaterra (Londres, Liverpool), Alemanha (Berlim, Heidelberg, Munique, Dachau), Bélgica (Gent, Bruxelas e Louvain), Holanda (Amsterdam só) e Irlanda (Dublin, Cork, Tralee e mais uma porrada de lugarzinhos). Só a quantidade e diversidade de lugares já garante uma viagem inesquecível, né? Apesar de que depois de um mês e meio viajando, todos os lugares pareciam iguais, e a mendigagem já tava cansando - eu não via a hora de voltar pra casa! Como toda boa viagem que se preze, até hoje algumas fichas caem.
Uma história boa: Sei lá dizer uma só. Na Alemanha tem estacionamento de cachorro. Cantei ensandecidamente com desconhecidos no reveillon em Londres, no segundo andar do busão. Rachei de estudar numa faculdade com mais de 500 anos de idade. Passei o St Patrick's day na Irlanda. Fiz o Magical Mistery Tour em Liverpool. Comi sozinha uma caixa inteira de cogumelos mágicos em Amsterdam. Tô brincando.

Ubatuba e Parati
A dupla dinâmica, que eu sempre visito. Acho que a mais legal foi dois meses depois de eu voltar da Zoropa, eu ainda meio lobotomizada. Ficamos em Maranduba, no extremo sul, fomos dirigindo e parando em várias praias até Picinguaba (é assim?) e chegamos triunfalmente em Parati, com direito àqueles passeios de barco no mar de gelatina de limão - de tão verde doído nos olhos. Calor tropical e poucas chuvas, o sossego do mês de maio, cds novos escutados exaustivamente, madrugadas estreladas. A presença de um gringo tornou a jornada ainda mais interessante: "nossa, Parati parece a Guatemala"...

Rio de Janeiro a long time ago
Personagens: Van e eu, pós-aborrescentes, hospedadas no apê do amigo gay em Copa, resolvidas a ir do Leme à Barra a pé. As duas adoram andar e o Rio é lindo, que mal haveria nisso, não? Bem, o mal é que entre o Leblon e São Conrado tem só o morro do Vidigal, e eu não me lembrei disso quando propus a super caminhada. Vocês conhecem o Rio e, sim, a gente andou aquele pedaço a pé. Vários caras acompanhando a gente de longe, do alto do morro, minha primeira câmera digital escondidinha na canga, a gente quase despencando do penhasco... chegamos em São Conrado intactas vai saber como, contamos nossa odisséia prum guardinha e ele quase botou a gente de castigo no cantinho. E, no perrengue nosso de cada dia, ainda tivemos as moral de voltar de busão pra casa.

São tantas emoções...
Teve Acapulco a trabalho, Cajaíba no reveillon, São Luís do Paraitinga no carnaval, o show dos Stones em Copacabana, as quarenta e sete mil vezes de Iguape/Ilha Comprida/Cananéia, o esquema universitário 12 pessoas x 1 banheiro em Garopaba/Ferrugem/Praia do Rosa, as longas férias de verão no Guarujá, Orlando aos 15 anos (é gente, eu fui pra Disney, mas pelo menos não fiz festa de debutante, kkk)...

Amanhã será um lindo diaaa...
Quero voltar ao Rio em breve porque, fora o bate-volta pros Stones, a última vez foi pra trabalhar na Bienal do Livro de 2003 (outra que rendeu histórias engraçadíssimas, tipo uma festa de uma galera do stand ao lado no apê de um deles, onde tinha um cofre que tinha sido da antiga moradora e ninguém sabia o que tinha dentro - como assim?). E ano que vem somos nozes na Transiberiana!
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Para entender a vida (26.3.09)
Eu sou do tipo que fica tentando entender como a vida funciona, especulando sobre o sentido das coisas, tentando descobrir os porquês de tudo. Não, não acho que isso seja bom, melhor seria pegar mais leve na existência, afinal, viver ultrapassa qualquer entendimento e tal. Mas quando três casos de câncer acontecem ao mesmo tempo numa família e desestabilizam a vida de pessoas que a gente gosta, eu me sinto mais desafiada ainda a tentar encontrar explicações.

Talvez a verdadeira sabedoria seja simplesmente aceitar esses fatos imutáveis da vida com o máximo de serenidade possível.

Ou talvez seja melhor adotarmos logo uma postura mais eficaz, bem século XXI mesmo, e soltar um "e daí" - eufemismo para "foda-se".

Se eu chegar a alguma conclusão, volto aqui pra contar pra vocês.

Mentira, tô sendo irônica.
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Minhas (péssimas) resenhas sobre ontem (23.3.09)
Los Hermanos
É uma das minhas bandas preferidas da vida, mas já os vi em melhor forma. No entanto, não teve como não se emocionar com Sentimental lá na frentona, no meio da multidão, com direito a chuvinha fina e gelada e várias mensaginhas de texto no meio :)

Vem ni mim, Amarante!

Kraftwerk
Puta showzaço, em todos os sentidos. Musicalmente, porque eles já foram a vanguarda isolada da música eletrônica, e porque até hoje essa mesma música eletrônica faz sentido (eu tocaria fácil numa festa). Do jeito que a ceninha tá, arrisco dizer que eles continuam sendo vanguarda. E visualmente, porque a melodia e a letra das músicas são linkadas com vídeos surreais que passam num telão enorme atrás deles. Temas todos meio tecnológicos, radioatividade, aerodinâmica, robôs. A frase que melhor resume a experiência eu escutei de um cara que tava perto da gente: depois dessa, não sobrou cérebro pra ver o Radiohead. Kkk.


WE ARE THE ROBOTS!

Radiohead
E eu achando que Coldplay ia sempre ser o ápice da sinestesia de música e cores, pfff. Juntando-se o Thom Yorke choroso e visceral (odeio esse adjetivo, mas enfim) aos imensos tubos que refletiam as luzes, o resultado foi uma lindeza enorme, triste e profunda, que acabou com Creep - um dos hinos da nossa aborrescência, cantado por mim a plenos pulmões.

Pô, podia ter tocado High and Dry, né?

PS. Malas, catei todas as fotos no Google Images. Não são minhas, ok?
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No fim dá certo (19.3.09)
Depois do rápido desabafo do post abaixo e do conteúdo a la ditabranda do post abaixo do abaixo, é melhor escrever de verdade. É que dar um rumo pras coisas exige muita força pra traçar o caminho e controlar o leme no meio de um bando de ondas que te atrapalham.

É muito nítido, chega a ser óbvio. A diferença é que, naquele bar chique de pau no cu, eles não se lembram do Drummond* quando o cliente finlandês podre de rico fala sobre alguma coisa não ter dado certo no final. Pra mim foi automático pensar no trecho, já batido até, que diz que no fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim. Na língua dos bêbados que falam inglês (era a que eu sabia naquele momento), virou algo como in the end everything goes right, if it's not right, it's because it's not the end, rs. A frase certinha é in the end, everything goes right, if it haven?t gone, it?s because the end haven?t come. Até rima.

* Milésimos de segundos depois, eu já estava me questionando sobre a autoria dessa frase. Eu sabia que era de um importante escritor brasileiro, mas simplesmente não lembrei que era mesmo do Fernando Sabino! Acho que é porque eu sempre confundo com um poema do Drummond - que tem VÁRIAS passagens interessantíssimas e que eu simplesmente amo de paixão...

Explicação

Meu verso é minha consolação.
Meu verso é minha cachaça. Todo mundo tem sua cachaça.
Para beber, copo de cristal, canequinha de folha-de-flandres,
folha de taioba, pouco importa: tudo serve.

Para louvar a Deus como para aliviar o peito,
queixar o desprezo da morena, cantar minha vida e trabalhos
é que faço meu verso. E meu verso me agrada.

Meu verso me agrada sempre...
Ele às vezes tem o ar sem-vergonha de quem vai dar uma cambalhota,
mas não é para o público, é para mim mesmo essa cambalhota.
Eu bem me entendo.
Não sou alegre. Sou até muito triste.
A culpa é da sombra das bananeiras de meu país, esta sombra mole, preguiçosa.

Há dias em que ando na rua de olhos baixos
para que ninguém desconfie, ninguém perceba
que passei a noite inteira chorando.
Estou no cinema vendo fita de Hoot Gibson,
de repente ouço a voz de uma viola...
saio desanimado.
Ah, ser filho de fazendeiro!
À beira do São Francisco, do Paraíba ou de qualquer córrego vagabundo,
é sempre a mesma sen-si-bi-li-da-de.
E a gente viajando na pátria sente saudades da pátria.
Aquela casa de nove andares comerciais
é muito interessante.
A casa colonial da fazenda também era...
No elevador penso na roça,
na roça penso no elevador.

Quem me fez assim foi minha gente e minha terra
e eu gosto bem de ter nascido com essa tara.
Para mim, de todas as burrices a maior é suspirar pela Europa.
A Europa é uma cidade muito velha onde só fazem caso de dinheiro
e tem umas atrizes de pernas adjetivas que passam a perna na gente.
O francês, o italiano, o judeu falam uma língua de farrapos.
Aqui ao menos a gente sabe que tudo é uma canalha só,
lê o seu jornal, mete a língua no governo,
queixa-se da vida (a vida está tão cara)
e no fim dá certo.

Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido que entortou.
Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta.


Para o próximo post, aguardem minhas considerações sobre a frase
Nos anos 1950 a gente reprimia o sexo; hoje, reprimimos o amor.
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Saco (18.3.09)
Por que o mundo inteiro tem o endereço deste blog?
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Rest-eau d'Onté (17.3.09)
Não lembro quem tinha inventado, mas a idéia de fazer um blog de receitas só com restinhos de geladeira é muito brilhante. Minha contribuição mais recente seria o delicioso

MACARRÃO AO SHIMEJI E QUEIJO COTTAGE
Macarrão integral suficiente pra uma pessoa com muita fome
1 bandejinha de shimeji
1 colher de sopa de manteiga
Shoyo a gosto
Cebolinha a gosto (no caso só tinha cheiro verde desidratado memo)
2 colheres de sopa beeem cheias de queijo cottage

Bota o macarrão pra cozinhar, enquanto isso frita o shimeji na manteiga, joga um shoyo e a cebolinha bem fininha. Melhor não fazer isso numa frigideira, e sim numa panelinha, senão o shimeji murcha muito. Mistura o shimeji e o queijo no macarrão já com o fogo desligado, senão ele derrete meio esquisito e forma umas bolotas. Hmmm!

Sobremesa diliça: pêssego em calda com creme de leite. Se não tiver o creme, dá pra improvisar com leite em pó e pouquinha água :)
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A ordem das coisas do coração (12.3.09)
Você encontra alguém, começa a conhecer, gosta, se apaixona, vai conhecendo melhor, vendo as características boas, cada vez mais odiando os defeitos, e no fim fica só na tentativa de conciliar o pouco que vocês têm a ver. Acha que está cedendo horrores, se irrita com as milhares de não-cessões do outro e pensa como seria mais eficiente se você conhecesse, antes de se apaixonar, essa nuance xis do sujeito que tanto te tira do sério.
Tá errada essa ordem!
Seria muito prático se as coisas do coração acontecessem numa ordem mais lógica. Você vê uma pessoa atraente, escolhe conhecê-la, aos poucos vai descobrindo suas qualidades e seus defeitos e, com base nessas informações, resolve se deve ou não se apaixonar. O cidadão matou a mãe? Putz, complicado, daí pra me matar é um pulo. Next. O cidadão tem chulé? Ah, tudo bem, meu nariz nem funciona tão bem assim... vou nesse! E viveram felizes para sempre.
Tudo tão cartesiano.

Show do Keane
Se não para os fins esperados, serviu pelo menos pra eu me contradizer totalmente, quando noto que o sentimento que fica é: "estou apaixonada por esse cara"!
NOT, já passei daquela idade fatídica em que nos apaixonamos por estrelas de cinema - meus 13 anos e 257 pôsteres do Brad Pitt ficaram pra trás a long time ago. Mas taí a voz mais linda dos últimos tempos! Meus pelinhos se arrepiaram todos com os hits melancólicos, mas a lagriminha quis escorrer mesmo quando ele cantou Playing Along com aquela voz celestial.

Tom, não fica triste. Te convido pra uma cervejinha amiga na Augusta e lá conversamos melhor, ok?
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Mais desgosto (11.3.09)
Gente, eu sei que eu ando meio chata com esses assuntos, mas não dá! Eu não aguento!

Eu sempre acordo uns 15 minutos antes de sair, com o tempo milimetricamente cronometrado pra fazer xixi, lavar o rosto, escovar os dentes, trocar de roupa, sair e trancar a porta de casa. Mas ontem acordei cedão e aproveitei pra fazer um monte de coisas que nunca faço de manhã, tipo tomar um banhão de duas horas (sorry, ambientalistas), secar o cabelo com secador (?), fazer café da manhã - e até tomá-lo em casa - etc.

Aproveitei pra assistir um telejornal matinal do SBT, desses bem simplórios, praticamente o café com leite dos telejornais. Me chamou a atenção a cobertura das mil e uma invasões da Via Campesina: uma área da Votorantim no Rio Grande do Sul, outra da Vale no Maranhão, uma usina da Cosan em São Paulo etc. Não se falou sobre o que levou as mulheres a protestar, só se ressaltava que estavam todas mascaradas, armadas de foices e facões, causando tumulto, destruindo o patrimônio privado, queimando toras que gerariam papeizinhos inocentes. E claro que aproveitaram pra botar no meio a questão do repasse de dinheiro público ao MST. E claro que todos os meios de comunicação que vi seguiram essa mesma linha.

(1) Não vou defender Via Campesina/MST porque meus conhecimentos sobre o assunto são parquíssimos; (2) já é matéria dada que imparcialidade não existe; (3) os jornais, canais de tv etc estão mais de direita do que nunca. Mas por deus, custa falar um pouco sobre a motivação das invasões, só pra não ficar tão chato? Olha só uns trechos da carta do MST falando sobre a Aracruz.

A empresa se apropria de recursos públicos, mas nao gera nem garante empregos, destrói o meio ambiente e não contribui para o desenvolvimento nacional. Para salvar a Aracruz da falência, o governo repassou, via BNDES ? com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) - R$ 2,4 bilhões para o grupo Votorantim comprar ações da Aracruz. Mesmo com os recursos de amparo ao trabalhador, a empresa não garante emprego, e já demitiu mais de 1500 trabalhadores terceirizados.

A empresa Aracruz Celulose é uma das principais representantes do agronegócio no país. Concentra cerca de 300 mil hectares de terras, sendo parte devolutas, ou seja, pertencentes ao Estado, com monocultura de eucalipto. Boa parte dessa área foi tomada de comunidades indígenas, quilombolas, pescadores e ribeirinhos. Nessa mesma quantidade de área poderiam ser assentadas cerca de 20 mil famílias, gerando empregos no campo e produção de alimentos para as famílias assentadas e das cidades onde a empresa está instalada.

A fábrica de Barra do Riacho, ao lado porto ocupado, consome 248 mil metros cúbicos de água por dia, equivalente ao consumo diário de 2,5 milhões de pessoas. Parte do Rio Doce foi desviado para atender aos interesses de duplicação da produção da empresa, e não foram observados com seriedade o impacto desse desvio para a região.

Não dá mais pra voltar à Idade Média e retroceder os avanços tecnológicos que rolaram até agora, nem dá pra acabar com todas as empresas, multinacionais, bancos blablabla. Mas custa elas pensarem um pouco menos no cu delas, que só caga dinheiro, pra levar um pouco em conta as pessoas e o entorno que sofrem com seu impacto? Custa, né... esse que é o problema!
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Comofas/ (7.3.09)
Eu também quero ser excomungada!

**UPDATE**
Olha só o que me mandaram. Tudo a ver!
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Brasil, mostra a sua cara (6.3.09)
A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua 'indignação' é obviamente 'cínica e mentirosa'.

Dúvida sobre retórica: como convencer aquelas pessoas que preferem viver na ignorância/felicidade que a ditadura foi uma desgraceira e que não, não deve ser reimplantada? Eu já ouvi esse papo de várias pessoas, teoricamente estudadas, e sempre dá vontade de cometer um homicídio seguido de suicídio. Resumindo e ampliando um pouco: como convencer os alienados de que a alienação é do demo? Isso se convence ou é coisa que se aprende empiricamente?

Enquete: qual das duas você considera mais podre: Folha ou Veja? Responda aí nos comentários.
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Chavão só é chavão porque funciona (4.3.09)
Aqui pra estes lados, o atual é: notícia ruim nunca vem sozinha.
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Tumblrs interessantes
1,001 Things I Want In A Lover
Tudo bem que 1.001 coisas é meio demais, mas a gente sempre se identifica com uma ou outra.
# Someone who knows that love can hurt, but understands the rewards outweigh the risk.
# Someone who will still kiss me on my mouth despite the morning breath.
# Someone that grooves to British Pop like it's 1985 (or 1995).
# Someone who would still love me even if I became deaf, mute and blind.
# To be the only one who can make me cry, but who never would.
# Someone who really, truly cares about me. About us.
A minha: Someone who wants to see a new place in the world at least once a year. [esse já tinha, mas eu me apropriei :]

Dear Old Love
Recadinhos para ex-amores, de trivialidades a confissões pesadas.
# You broke my nose and ruined my side profile, yet I'm still better looking than your new girl.
# I used to hate sharing a bed. Now I hate sleeping alone.
# I miss the way you taste after coffee.
# I cannot believe I ended up with a man truly jealous of my crush on Brad Pitt.
A minha: Despite you're my latest relationship, you made me realize it's great to be in a relationship.

E vocês? Se inspiram pra fazer as suas?
PS. Os dois tumblrs eu vi na Lolla
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Dezenove dias depois (2.3.09)
Um monte de roupa suja e aprendizado fresquinho na bagagem. Ao mesmo tempo em que essas vivências intensas fazem parecer que anos e anos se passaram, quando pousei em Guarulhos, parecia que eu tinha acabado de chegar lá pra pegar o vôo da ida. Pra onde o tempo tá indo que eu não tô vendo? Será que uma hora eu vou conseguir me encontrar com ele em definitivo?

Fui desenvolvendo sentimentos muito contraditórios pelos lugares por onde passei, e as reflexões foram ficando mais profundas também. É que a viagem de setembro e esta agora de fevereiro estão totalmente interligadas: do extremo Norte ao extremo Nordeste do Brasil, escarafunchei a transição de uma cultura quase totalmente indígena a outra quase totalmente negra, com direito a umas mesclas bem interessantes no meio. Marujada, carimbó, tambor de crioula, xaxado, forró, maracatu, frevo; pirarucu, tacacá, arroz de cuxá, carne de bode, mungunzá, macaxeira; amazônia, mata de cocais, cerrado, sertão, agreste, zona da mata.

É curioso pensar que também somos todos parte do mesmo território oficial: a novela das oito tá passando na Globo pra quem quiser ver, conjugamos errado um monte de verbos, quase nunca se vê aquela nota azulzinha de 100 reais, o arroz e feijão está presente em todas as mesas (cada uma à sua maneira). Um bando de gente diferente jogada num caldeirão, que foi agitado ao fogo e o caldo não entornou. A gente não se mata, não fica guerreando entre si. Todos passivos pacíficos, acostumados a servir e a ficar quietinhos.

E é aí que todo mundo extravasa em fevereiro. Pulam feito loucos durante 4 dias, bebem horrores, assaltam, tentam agarrar as mulheres à força, cantam aos berros as marchinhas de carnaval. Que é pra não lembrar da dor da ignorância, nem que existe um lugar bem no centro geográfico do Brasil onde se limpa a bunda com as azuizinhas, enquanto a gente sofre com racionamento de água encanada e leptospirose de água de enchente.

PS. posts visuais aqui
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self-reminder
A paciência só é benéfica quando não é sinônimo de passividade. Quando percebemos que algo está amadurecendo e encaminhando-se para a conclusão esperada, devemos ser pacientes. Mas quando a situação se pereniza ou se repete, sem dar sinais de uma conclusão, qualquer que seja, está na hora de interromper a passividade e tomar uma atitude. Entender a importância da paciência é sinal de sabedoria, mas reconhecer seu limite é demonstração de que estamos de olhos abertos, inteiramente despertos.
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